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Novo ano, dívidas velhas

Janeiro passou, gastos maiores e tradicionais de início do ano — como matrícula e material escolar dos filhos ou netos — já foram feitos, o dinheiro do décimo terceiro acabou faz tempo, mas aquelas velhas “amigas” continuam firmes e fortes ao seu lado. E quem são elas? As dívidas.


Seja você pessoa física ou jurídica, a situação econômica no país tem afetado direta e fortemente todos que fazem parte da sociedade brasileira. Tudo está mais caro: comida, acesso à saúde, energia elétrica, transporte, impostos, juros etc. Está mais caro viver e empreender no Brasil.


Estar tudo mais caro é motivo para uma pessoa ficar endividada? Apenas isso, não. Em contrapartida, é preciso uma boa base mental, de educação financeira e reconhecimento dos seus limites para enfrentar um aperto no orçamento.


E aí você pergunta: “Certo, doutora, esse não é o meu caso. Não soube controlar os meus gastos, estou cheio de dívidas, é cartão de crédito estourado, cheque especial, empréstimo que não consigo pagar, cobrança a toda hora… não sei mais o que fazer! O que é que eu posso fazer?!”


Tudo o que é preciso pagar vamos começar a chamar de passivos. A gestão/gerência/controle desses passivos varia de acordo com as características de cada pessoa ou empresa.


Admitir que não consegue mais continuar no mesmo ritmo de festa — comprando o que vê pela frente, parcelando em mil e uma vezes, sem saber como vai pagar — já é o primeiro passo. O segundo é reunir forças para encarar o papel e o lápis e fazer o levantamento das dívidas


Não sabe por onde começar? Procure ajuda. De preferência, alguém que trabalhe na área de finanças ou seja especialista em Direito Bancário; principalmente um advogado, se você tiver valores altos para pagar. E, quando digo 'altos', não estou falando de mais de 50 ou 100 mil reais. Se os seus gastos já passam do dobro do seu salário, procure um advogado.


Procurar um advogado nem sempre significa que existirá um processo, mas, se você deixa de pagar uma conta ou um empréstimo, as chances de o banco processá-lo para cobrar o pagamento são altas.


A gestão de passivos pode ser feita diretamente com o banco ou por meio do Judiciário. O caminho a ser percorrido deve ser definido com estratégia, e o profissional da área poderá ajudá-lo da melhor forma. Não empurre com a barriga a resolução dessa 'dor de cabeça' por acreditar que será caro pagar alguém para auxiliá-lo.


Caro é perder a paz de espírito e a tranquilidade, receber ligações de cobrança o tempo todo e ter contas bloqueadas… sua família não merece passar por isso.



 
 
 

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